domingo, 2 de julho de 2017

de outros invernos

a noite me vem como se fosse um castigo pelas cosias que não fiz enqunto era dia.
Ao escurecer, vão se abrindo milhares de portas do meu subconsciente, trazendo à tona a derrota que sou. 
Derrotada por nem ser
derrotada por nada fazer.
Se é o comportamento que vai mudar o sentimento, de onde virá a força pra mudar o que restou? do tanto que eu sinto, nenhum sentido ficou.
Minha alma cansada sabe que o pior já passou.
minha mente - transtornada - sabe que a loucura não acabou.
Mas meu coração - dolorido - pergunta por que ainda não parou
de bater
e vai batendo
e vou seguindo 
(sobre)viver é mais fácil enquanto ainda tá claro,
mas, inevitavelmente, a noite me chega
como se fosse um castigo.