quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Oh, babe, a gente ainda nem começou.

Hoje tenho um aperto no peito me dizendo que devo partir. 
Um aperto da alma me dizendo que posso chorar. 
Uma mente quase inquieta me diz que não há pr'onde fugir. 
E tem um milhão de memórias implorando pra eu ficar.

Eu já não aguento mais esses tantos sentimentos confusos. Esses tantos sentimentos descarados e descartados que sabem muito bem como me perturbar. Viver tem sido uma resistência minuciosa dentro da minha falta de resiliência, dentro do meu sistema esgotado, dentro do meu avaliar e nenhuma decisão tomar.

Eu já não sei se joguei todas as cartas, se existem cartas, se existem chances. Mas sei que não sirvo pra esse papel de coringa, tentando servir de tudo em qualquer posição, porque nesse momento a certeza que tenho é que não sirvo de nada. Não sirvo nada. Nem ninguém. 

Ao me bagunçar, te bagunço também.

Mas você não é a porta do meu quarto que eu posso simplesmente fechar. 

Então tudo o que eu tenho feito tem sido jogar mais roupas no chão. E elas se confundem, se ora limpas, agora todas sujas. Não adianta dobrar. Eu me transformei nesse quarto fechado. Com lixo e poeira e roupas sujas espalhadas por todos os lados, pela cama, pela cômoda, embaixo do colchão - tudo dentro de mim é mal-estar.
Mas eu não vou parar. 
Meu joelho pode até desmanchar.
Mas eu continuo esperando pelo dia em que esse ligamento vai - sozinho- reatar.
Morrer não dói.

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