segunda-feira, 9 de março de 2015

it's not about religion, it's about faith

it's not about religion, it's about faith. 
and it's not about sadness, it is about depression.

eu fiquei muito triste quando chegamos ao fim, mas não deprimida. A depressão já fazia parte de mim. 
falar de amigos, de planos, futuro, família - tudo isso pareceu inutil. Tudo isso parece nada. É não ter mais fé. Não ter um porquê. 
Parece besteira, mas quem tá de fora não entende. 
Não entende o que é não querer. O que é deprimir. Não é tristeza. 
Existe alguma diferença entre os quadros de depressão maior e menor.
No segundo caso ainda resta um pouco fé. Ainda resta uma ponta de vontade. de luz.  No primeiro, você beira (e muitas vezes chega) a loucura. O desespero é uma loucura. O desespero de não ter um porquê. 
E é preciso muita consciência pra não tomar decisões no impulso - pra não cortar o pulso.
Eu me vi em desepero. 
A precipitação de um estado sem fim. Existir foi difícil durante horas.
Entre gritos de medo e angústia, no fundo uma voz calma e confiante começou a aparecer: SOU BRAVO SOU FORTE SOU FILHO DO NORTE. 
Repeti inúmeras vezes até eu acreditar. 
Chamei dois amigos pra acreditarem comigo. 
Me senti em casa, verdadeira e maior amizade não há. 
SOU BRAVO SOU FORTE SOU FILHO DO NORTE. 

Me apego neste momento à essas palavras, e a esses amigos. Não sei como será minha noite, ou como serão os próximos dias. Sei apenas que mesmo na loucura, um ponto de fé surgirá - fé em mim. 
Não sei quantos comprimidos serão necessários. Quantos vômitos serão necessários. quantas vezes meu peito ainda vai doer e pensarei em Clarisse. 
eu não vou me entregar. não vou desistir.
me resta pelo menos uma certeza: SOU FILHO DO NORTE.

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