terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

e quando vi eu tinha escrito um livro inteiro (sobre não escrever)

devagar e macio, o canivete que aponta o lápis é o mesmo que rasga a alma
cansada de não escrever nada,
cansada de não saber
cansada de tanto supor, de não se expor
de não viver...
o canivete que corta a alma me faz um grande favor -
deixa sangrar a vida, deixa sanar a dor

(de não ser)
(de não ser nada)

Um comentário:

  1. sobre não escrever
    sobre não ser
    sobre a falta
    mas, principalmente,
    sobre o ter.

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