quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

in my imagination you're waiting lying on your side...

You try it.
You give an excuse.
but you'd better assume that your feelings have gone away.


I didn't want it to go away.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A vida é como um sorteio de loteria em que você já errou os cinco primeiros números mas ainda espera acertar o último.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

agora me resta o não pensar
não abalar
o foco
centralizar - mas não a mim, só minha vida
deixar ir. deixar-me ir.
o vento vai me contar qual é a pontuação certa.

domingo, 9 de novembro de 2014

Infantilidade

Pavor tristeza medo
Insegurança
Confiança
eu não tenho mais
Não quero mais
Tamanha discrepância
Tanto sentimento escondido
Tanto discurso traido
Tanta falta de paz. 
Tanto absurdo sentido
Tanto “amor” sem sentido
Tanto descompasso entre nós.
Nosso amor já foi
Ou nem foi.
Tua admiração agora é outra
Teu coração não é mais meu
Não se segure aqui
Não fique
Não traçamos o mesmo plano de vôo, e você já foi

Sem mim.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

cadê as flores?

Não se importe - delire! - a vida vai te enlouquecer de qualquer jeito.
Você chega e me bombardeia com os acontecimentos do seu dia
todo dia
e eu nem sei o que dizer
você nem sabe como foi meu dia
você não quer saber
então você delira,
eu, delírio.
Eu já não sei como esconder
tanta flor
tanto lírio que você não quer receber
teu amor, meu martírio,
eu não consigo perceber
onde está.
onde está? No carinho implorado? no suspiro injuriado?
No dormir sozinha ao teu lado?
você dorme, eu não...
eu só deliro.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

overkill

you have just nowhere else to go.
you're all alone.
and your feelings are just to much, overkill
to the ear of the other one.
so its better to keep it inside. 
all alone inside you.
I'm done here.

Guess we are done here.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

fim de semestre ou de vida?

te amo, amor
mas é que tá difícil sabe?
todo esse não-tempo, toda essa distância dentro de mim.
todos esses detalhes, tudo isso que eu sempre quis
eu não dou conta.
minha cabeça não funciona nesse tempo,
nessa superfície
nesse silêncio.
desculpa, amor, mas eu não to conseguindo,
minha cabeça não dá conta
de tanta distância
de tanta conta pra pagar,
pra acertar,
não quero aposentar-me por invalidez, não quero me invalidar.
mas já não sei...
esse silêncio todo, esse vazio todo, essa solidão que me insiste,
essa depressão
vira tortura, vira uma fuga, vira loucura, vira maldição.
esse silêncio vira um surto,
vira um lapso de compreensão.
desculpa amor, mas eu não tô conseguindo.
eu não quero acordar, não quero dormir.
não dá.

sábado, 4 de outubro de 2014

de folha em folha

me sinto sozinha
como se eu não me bastasse
como se a cada noite uma folha nova caísse
e minha árvore ficasse nua
perante a ventania do tempo.

preciso de adubo
me salva?

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

domínio do tempo

Sinto-me bem, mas também me sinto sozinha - há uma beleza enorme em tudo isso, há uma tristeza enorme em tudo isso. Quantas garrafas são necessárias? Quanto cigarros não-fumados ou mal-fumados serão necessários...
para me compreender?
para me colocar(em) realmente na busca - por mim, pelo mundo, pelo meu mundo - ?
Não estou necessariamente abandonada por mim, o desamparo não é realidade, a procura é.
Mas é uma procura lenta, lerda, arrastada, que me deixa atrás de mim mesmo, o corpo não responde ao comportamento, a alegria não satisfaz.
Um pesar aparece em tudo que amo - um medo súbito, incolor e inodoro que transforma qualquer recompensa em dor. (não quero mais)
Não quero mais
minhas palavras vazias
tantas noites vazias
tanto recolhimento, tédio e horror. Não quero mais!
Quero o domínio do tempo, domínio de meu pensamento, domínio do que restou.
Quero de volta a memória, mas nada de nostalgia, quero de novo a alegria de me lembrar quem eu sou.


Sinto-me bem.

terça-feira, 1 de abril de 2014

De onde vem a inspiração?
se mal respiro
se nem aspiro a coisa alguma
se o mau da cuca é a alma quem dita
de onde vem a dilatação?
se a pupila já está turva
se essa curva em minhas costas não é cansaço
é preguiça  que apaga o coração, que tudo pesa,
que esconde a inspiração


(de onde vem?)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

e quando vi eu tinha escrito um livro inteiro (sobre não escrever)

devagar e macio, o canivete que aponta o lápis é o mesmo que rasga a alma
cansada de não escrever nada,
cansada de não saber
cansada de tanto supor, de não se expor
de não viver...
o canivete que corta a alma me faz um grande favor -
deixa sangrar a vida, deixa sanar a dor

(de não ser)
(de não ser nada)