terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Contra o tempo

Eu não sei  o quanto da vida é poesia,
o quanto é verdade.
Flor perfumada que (só) se abre a noite.
Flor do Luar na seca - chuva seca, pele seca. Ásperas palavras que se tocam em dor.
Seria vida buscar rima em cada verso?
Seria amor?
(minhas palavras sozinhas não fazem verão)
Buscar métrica é desperdício
Buscar coragem é sacrifício
Buscar rima é covardia
Em toda estrofe me falta um dia
Em cada texto me falta paixão



E eu ainda não sei o quanto da vida é poesia.
Será que é?

Um comentário:

  1. É poesia o que se vê, o que se lê da vida.
    A tristeza, a graça, o amor, é só o que se lê em si, nos outros, nos muros, nos olhos.
    No fim, a poesia é que é vida.

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