domingo, 20 de outubro de 2013

rotineiramente

prondé que eu fui?
eu sei que fui, fui me acostumando a não matar a sede nem a fome.
fui me acostumando com a bagunça do quarto
fui me acostumando em 'fazer depois'.

Pra onde é que eu fui?
eu sei que fui, e que agora estou cansada. pernas bambas, cabeça pesada.
caminhei montanha-acima nessa ladeira de pedra: não vejo sol, nem mar. nem navios naufragados.
Não vejo nada.

Essa calma e segurança não existem, não condizem.

Mas me diz, quando é que você volta? que é pra eu voltar também.
Hoje é domingo e eu sei que não é hoje: talvez você chegue na quarta, mas quando é que você volta?
Que é pra eu voltar também.
EU QUERO VOLTAR, EU QUERO! mas não quero ficar só. sozinho é chato, sozinho é muito ruim. Ir sozinho já não é legal, mas ficar é ainda pior. Por isso eu fui, mas pra onde é que eu fui? que eu não encontro nada, eu não me encontro...









[No fim de tudo eu me levanto, mas sento no sofá da sala.]