segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

vou jogando no papel, mesmo que o rasgue...

minha casa tá vazia. tá uma bagunça. eu não sei arrumar. eu sei arrumar eu não quero arrumar. porque as caixas não chegaram. as caixas que tenho estão cheias. asvezespareciaquedetantoacreditaremtudoqueachavamostãocertoteriamosomundointeiroeatéumpoucomais... eu tenho que sair desse meu mundo-caixa-vazia. eu não vou fingir. nem acreditar. eu acreditei demais. não vai causar problema algum. eu não sou um ser preparado. não sou um ser preparado pra nada além do que eu acredito. minha casa tá vazia e cheia de baratas. e cheia de palavras nulas. meu silêncio nunca foi vazio, então, por favor, se vier falar comigo, fale de palavras cheias. FALE DE PALAVRAS CHEIAS. eu não sei, não dói. "quando ela se corta ela se esquece..." eu acreditei no além. o louco que acredita no além. Sou Ruiska. Tenho um milhão de coisas pra fazer, casa pra esvaziar, caixas vazia pra arrumar. Casa aconchego pra encontrar... e fico aqui escrevendo o de dentro. Escreva aquela palavra ao contrário. Fale do. Sabe o que eu acabei de descobri e sorri? Descobri que o teu vazio jogado em mim era bem maior, bem maior e doloroso. Porque virava o "meu vazio". Arrancavas em dobro de dentro de mim. Estou aqui, com um sorriso bobo, triste e bobo, e só. Mas não dói. Talvez porque o sol tá lá. Não sei da Lua... Sei que não ter dói muito menos que ter a metade. E não é egoísmo. Não meu. Uc.