terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

31/01




O
vento úmido agora leva a poeira embora, e o céu se abre depois da rápida - e forte - chuva de verão.
Invade-me uma certa resignação, uma calma que não existe - não tem um substantivo que defina, parece pena, mas não chega a ser auto-piedade. Sinto à flor da pele todas as minhas fraquezas. Tenho plena consciência dos defeitos de meu corpo e é como se o espírito - preso - se sentisse pequeno, triste, por nada poder fazer.
É como se a cada dia eu me visse mais humano - e menos elevado. Por alguns momentos chego a ter medo de andar...




[e isso vem antes, antes do joelho deslocado].

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