domingo, 13 de fevereiro de 2011





D
ias que pintam em traços fortes o que virá
Fingir passos leves
Contornar.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

(Pânico de Solidão)





U
m caminho que se abre para nunca mais.
desesperador.
o desconhecido consegue ser assim: desesperador.
Quarto escuro de casa alheia - onde estará o interruptor? Devo entrar? Como fugir?
Pânico de solidão.
Peças que não fazem falta no tabuleiro-vida. Ver-se de fora. Sentir-se nada - sentindo tudo.
Medo.
Consciência do inteiro em milésimos de tempo. "Eu vou ficar bem. Eu sei que vai passar. Isso é tudo coisa da minha cabeça." Nada adianta: são flashes de lucidez, logo volto a transitar entre esse mundos.
Entre esses tantos outros mundos.
Virou um ciclo dentro de mim. Um ciclo que não tenho coragem de explorar. Um ciclo que um dia já precisou de uma causa pra ter início, mas que agora tem vida própria.


E a minha vida... como fica?


31/01




O
vento úmido agora leva a poeira embora, e o céu se abre depois da rápida - e forte - chuva de verão.
Invade-me uma certa resignação, uma calma que não existe - não tem um substantivo que defina, parece pena, mas não chega a ser auto-piedade. Sinto à flor da pele todas as minhas fraquezas. Tenho plena consciência dos defeitos de meu corpo e é como se o espírito - preso - se sentisse pequeno, triste, por nada poder fazer.
É como se a cada dia eu me visse mais humano - e menos elevado. Por alguns momentos chego a ter medo de andar...




[e isso vem antes, antes do joelho deslocado].