domingo, 26 de setembro de 2010

Texto perdido [23/09]

perdi o texto, perdi a fome, o fone. a vontade de ouvir-las - as pessoas - eu tô perdendo...



Ter tentado (em vão) vencer os teus "mesmos velhos medos", as tuas certezas - ferir o orgulho.
Sabe, a Lua fica cheia todo mês...
Eu nem precisei ver pra saber que aconteceria. É como alguém que é avisado de um mal e sofre antecipadamente por isso e mesmo assim nem ao menos tenta fugir dele.
Estou ficando um tanto preocupado com essa minha obsessão pela dor - MINHA dor.
[...]
É que regenerar um texto é bem mais difícil. As palavras certas fogem.
Textos são feridas abertas, nunca cicatrizes.
Dor sobre dor, uma hora a cicatriz é tão imensa que se perde a sensibilidade. Não no texto-hemorragia. Ele te permite sangrar tantas vezes quantas tocá-lo.
Apaga a luz! - o coração grita, envergonhado por ter perdido a aposta outra vez (às vezes tudo ao redor parece mesmo um jogo de poker, porque ele ainda não aprendeu a jogar).



[Misturei mesmo, as palavras, as histórias/fatos paralelos, as pessoas - primeiras, segundas e terceiras - pra ficar tudo confuso, pra mostrar-te, tu que não falas, pra mostrar-te em tuas linhas tortas.]

- Primavera chegou (?)

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