domingo, 26 de setembro de 2010

Texto perdido [23/09]

perdi o texto, perdi a fome, o fone. a vontade de ouvir-las - as pessoas - eu tô perdendo...



Ter tentado (em vão) vencer os teus "mesmos velhos medos", as tuas certezas - ferir o orgulho.
Sabe, a Lua fica cheia todo mês...
Eu nem precisei ver pra saber que aconteceria. É como alguém que é avisado de um mal e sofre antecipadamente por isso e mesmo assim nem ao menos tenta fugir dele.
Estou ficando um tanto preocupado com essa minha obsessão pela dor - MINHA dor.
[...]
É que regenerar um texto é bem mais difícil. As palavras certas fogem.
Textos são feridas abertas, nunca cicatrizes.
Dor sobre dor, uma hora a cicatriz é tão imensa que se perde a sensibilidade. Não no texto-hemorragia. Ele te permite sangrar tantas vezes quantas tocá-lo.
Apaga a luz! - o coração grita, envergonhado por ter perdido a aposta outra vez (às vezes tudo ao redor parece mesmo um jogo de poker, porque ele ainda não aprendeu a jogar).



[Misturei mesmo, as palavras, as histórias/fatos paralelos, as pessoas - primeiras, segundas e terceiras - pra ficar tudo confuso, pra mostrar-te, tu que não falas, pra mostrar-te em tuas linhas tortas.]

- Primavera chegou (?)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Chaveirinho"

De repente a gente vê que tá guiando a vida por fatos-besteiras e precisa de um tropeço um tanto quanto grande pra se dar conta que há detalhes ENORMES e importantíssimos ao nosso redor. Coisas simples mesmo, como o carinho de algum conhecido, um sorriso na rua de quem nunca tinha visto antes...
A verdade é que a gente nunca sabe quando e se vai cruzar com alguém de novo por aí. Se vai receber aquele mesmo sorriso desconhecido - ou se vai abraçar de novo "aqueeeela" pessoa. Aquela.
Que a gente consiga sempre deixar as boas idéias e as melhores lembranças latentes no pensar (porque é isso que vai nos levar além).

[Alguns sentimentos são tão intensos que é difícil falar com profundidade. Só quem passa por eles sabe do que se trata. Me desculpo, assim, pela superficialidade das palavras e do consolo.]

---

Post e as melhores vibrações àquela que vai sempre ser lembrada pelo sorriso e alegria contagiantes. Que você siga pelos mais iluminados caminhos, sempre.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Por Caio F.

"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

23/08

E eu grito.
E tem se tornado insuportável. Cansei de sangrar por algo tão subjetivo, tão sem objetivo. Procurar-te em cada ônibus, em cada ponto, em cada esquina.
(é como se eu tivesse meia dúzia de outros largos caminhos abertos e insistisse em passar pelo teu muro de concreto.).
E eu insisto.
Insisto em procurar palavras tuas por aí. Nenhuma nunca foi por mim. Releio. Decido que vou me mudar de vez, mas volto e releio. E imagino quem é ou já foi dono de tanto sentimento teu.
Sabe, eu tenho perdido um tempo absurdo com 'tudo' isso. Deixado meu dia-a-dia pra depois. Essa minha obsessão por todo esse nada tem me consumido muito, minha cafeína já não basta. Meu amor-próprio já não basta. Meu quarto trancado, vazio, escuro, já não basta.
Até meu orgulho barato, de certa forma, eu já venci. Eu já tentei. Mas você não quis saber.
O pouco que sobrou do quase nada que eu tive foi essa impressão de que virias outra vez. De que segurarias minha mão outra vez sem querer partir. Não mais.
Sinto que foges, sinto que me evitas (mas o que mais me dói é saber que nem isso fazes por mim - quem me dera se perdesses um tempinho que fosse não querendo estar no mesmo lugar que eu), sinto teu acenar cada vez mais forçado - cada vez mais me corroendo de longe.
E eu fantasio. Meu lado-inteiro Doug entrando sempre em ação. Tem coisa mais desesperadora que esperar um telefonema de alguém que nem tem seu número? E eu espero. E eu calculo qual será a próxima vez em que eu vou perceber tua presença por perto - sem nem ter chegado.
E é esse sempre misto de "não quero que aconteça não quero que acabe". Sou contraditória.
É como se eu estivesse te usando como escapismo. Um mundo que eu uso pra fugir do mundo - sabendo que é só imaginação...
Triste é minha ação ficar no pensar. Um eterno daqui-não-saio-daqui-ninguém-me-tira.



[Minhas paixões têm passado depressa demais; minhas agonias, tempestades-de-copo-d'água - tudo depressa demais. Agora paro e espero (como sempre o faço), será que ainda está em tempo de um passado novo?...]