segunda-feira, 26 de julho de 2010

Minhas férias


T
odo ano era a mesma coisa, a professora pedia para fazer a tal redação e você nunca sabia se contava a parte entediante ou a parte chata, sempre com vergonha de seus colegas, que escreviam sobre as mais emocionantes viagens, e você, no máximo, ia à casa da vó.
Mas para não dizer que não teve ao menos um pouquinho de adrenalina, quem não se lembra de um machucado, de um tombo feio que levou nesta [magnífica] época? Pois é, o meu último é bem recente: num dia lindo qualquer o tempo às vezes vira e o vento forte te derruba - caí de cima do castelo que ergui por ti. Para ti. É dor que gelol não cura.
É engraçado o quanto a gente se apoia em coisas nulas, vazias, para justificar certas idéias, erros, que nunca nem deveriam ter nascido. Ilusão sobre ilusão, a gente vai subindo, fazendo de cada imperceptível detalhe (coisas que só a gente vê) tijolo e cimento - são só areia. (E aí, se não é a gente que cai, é o próprio castelo que se desmorona...)
Chato é não ter as cicatrizes para mostrar depois. Só você viu, só você sentiu. - Só você sabe como (não) foi.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

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Solidão é essa ânsia, enjôo, no meu domingo ensolarado.


sábado, 10 de julho de 2010

(...)










Eu vou ficar a noite toda olhando as horas no celular, sem você ligar. e sem saber se você recebeu, ou percebeu, o que eu queria te falar. é que eu deveria ter sido mais doce, mas eu não sei. eu não sei me entregar logo de cara. Será que ainda está em tempo? será que a gente pode ter aquela conversa de novo? me deixa mudar minhas falas. me deixa acreditar e te fazer acreditar que vale mesmo a pena...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Transbordando...


P
or horas mais pareceu gangora, mas no fim o balanço é positivo. Se de um lado, momentos de incerteza, do outro, expectativas transbordadas - melhor do que trabalho feito à mão...
Observando daqui de cima já não sei dizer se havia sonhado com tudo isso. A vontade de percorrer todos os cantos num só segundo é grande. Mas é essencial agora parar, sentar na tal "nuvem voadora" e analisar meticulosamente cada detalhe. Parece que o tempo nem passou direito. Parece que o "parque-céu" logo vai fechar, então é melhor andar depressa.
O vento é forte e você é leve. E logo ele vem.
E você tem que estar pronto para ajustar as asas e seguir...
Muito foi aprendido. Muito superado. Voltar pro ninho e perceber essas coisas, nossa, isso que é vida!